Vaga Vida Amarga
Berenaldo Ferreira
Fazer do ser o que não é
Naquele fétido, gelado e misturado lugar
Seres existidos talvez algum dia
Tenham sido aqui fora na vida.
Não mais rola um pranto
E gemidos surdos de dores infames
Caem em um profundo sono
Onde criaturas agora tentam, fazer de conta.
Passar o tempo a contar os vãos
Olhares penetrantes, tristes, despreocupados
Exceto na hostil e vaga vida amarga.
Desaforos ainda lhe são derramados
Inescrupulosas pessoas desalmadas
De uma única e mísera vaga vida amarga.
22/02/2000




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