Minhas próprias literaturas


03/02/2006


Vaga Vida Amarga

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Fazer do ser o que não é

Naquele fétido, gelado e misturado lugar

Seres existidos talvez algum dia

Tenham sido aqui fora na vida.

 

Não mais rola um pranto

E gemidos surdos de dores infames

Caem em um profundo sono

Onde criaturas agora tentam, fazer de conta.

 

Passar o tempo a contar os vãos

Olhares penetrantes, tristes, despreocupados

Exceto na hostil e vaga vida amarga.

 

Desaforos ainda lhe são derramados

Inescrupulosas pessoas desalmadas

De uma única e mísera vaga vida amarga.

 

 

22/02/2000

 

 

Escrito por Berenaldo Ferreira às 02h19
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Seres já existidos

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Atualmente estou a refletir:

Os poetas de outrora

Ao meu lado não estão

Mas os tenho em minhas mãos.

 

Às vezes, sem seus pensamentos

Livros – algumas folhas amareladas e gastas

E tudo o que me é oferecido

Seus estilos, perfis de seres já existidos.

 

Consagraram-se, perpetuamente

Alguns puderam ainda, verem-se

Mesmo antes, do sepultamento.

 

Agora, aqui estou a escrever e a pensar

Sei que um dia, também alguém

Além de me estudar, em suas mãos me terá.

 

 

26/11/1999

às 02:50 hs

da matina

 

Escrito por Berenaldo Ferreira às 02h19
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Filogenia

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Sinto-me confuso, atordoado!

As mulheres que para mim

Deveriam ser sublimes, sem maldades

Vejo-as lentamente, desmanchando-se em vaidades.

 

Acredito no ser perfeito, sempre

Carreguei no peito, essas doces palavras.

E as mulheres que um dia pensei

Pudessem me dizer, como serem amadas?!

 

Temo minha experiência agora

Ela me diz mas tento não acreditar

Aquilo que deveras, me faz sentir pesar.

 

Luto incessantemente sem me cansar

Não posso perder, aquilo que

Um dia, me fez acreditar!

 

 

 

27/11/1999

02:20 hs

da matina

Escrito por Berenaldo Ferreira às 02h18
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Abismo Temor

 

 

Berenaldo Ferreira

 

Pequenos pedaços negros, tristes de ilusão

que fazem e tornam o ser deprimente

Nu, pura emoção, compaixão

Ódio e frieza d’uma vida desfeita.

 

O silêncio maltrata e não nega

Sem tentativa o ser nada

Nada faz e se cala

juntamente com ele, no fundo d’alma.

 

Profundamente sente a dor florescer

Rápida e com demais rancor

no mais negro, abismo temor

 

Sente e não desfruta do amor

que deveras pudesse pensar, um dia

poder verdadeiramente encontrar.

 

 

04/01/00

Escrito por Berenaldo Ferreira às 02h18
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Abismo Temor

 

 

Berenaldo Ferreira

 

Pequenos pedaços negros, tristes de ilusão

que fazem e tornam o ser deprimente

Nu, pura emoção, compaixão

Ódio e frieza d’uma vida desfeita.

 

O silêncio maltrata e não nega

Sem tentativa o ser nada

Nada faz e se cala

juntamente com ele, no fundo d’alma.

 

Profundamente sente a dor florescer

Rápida e com demais rancor

no mais negro, abismo temor

 

Sente e não desfruta do amor

que deveras pudesse pensar, um dia

poder verdadeiramente encontrar.

 

 

04/01/00

 

Escrito por Berenaldo Ferreira às 02h17
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Desabafo

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Neste vasto mundo,

Tenho um grande amigo.

Sinto-me ao seu lado,

Constantemente...

 

 

Seus gestos ou qualquer movimento

Para mim é um interno sofrimento.

Assim me diz meu amigo,

Acredito e o compreendo.

 

 

Dizer asneira ou fazer tormentos,

Não me assusta quem ou por quê.

Idiota e imbecil, todos o acham,

Exatamente porque neste tempo,

Ninguém escapa, em NÃO SABER.

Escrito por Berenaldo Ferreira às 01h39
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Desabafo

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Neste vasto mundo,

Tenho um grande amigo.

Sinto-me ao seu lado,

Constantemente...

 

 

Seus gestos ou qualquer movimento

Para mim é um interno sofrimento.

Assim me diz meu amigo,

Acredito e o compreendo.

 

 

Dizer asneira ou fazer tormentos,

Não me assusta quem ou por quê.

Idiota e imbecil, todos o acham,

Exatamente porque neste tempo,

Ninguém escapa, em NÃO SABER.

Escrito por Berenaldo Ferreira às 01h39
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Brados Vorazes

 

 

Berenaldo Ferreira

 

 

Naquela animada escura e quente noite

Entre muitas e muitas pessoas

Onde vários sons se ecoam

Aquele discreto ser se amaldiçoa

 

Sem muito o que fazer, apenas aguarda

Aqueles minutos que não passam

Naquela sua esperança de algo ser

Para aquela que pensasse, jamais lhe ofender.

 

Aquela busca, aquela espera logo acabaria?

Até exatamente... quando a ela encontraria?

Sussurros e gemidos agudos, já distantes, e

 

Alegres brados vorazes, emite destemidamente

E em meio a todos aqueles figurantes

Chega manso, frágil! Mas demais certo e confiante.

 

 

 

11/02/01

 

02:30

em Taubaté

 

Escrito por Berenaldo Ferreira às 01h38
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